Novo medicamento para tratar câncer de pulmão aprovado nos EUA pode aumentar sobrevida de pacientes

Novo medicamento para tratar câncer de pulmão aprovado nos EUA pode aumentar sobrevida de pacientes

Com o potencial de aumentar em até dez meses a sobrevida de pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão, foi aprovado em maio pela FDA (Food and Drug Administration), um novo medicamento para tratamento desse tipo de tumor.

Publicado em 24.06.21

 


Com o potencial de aumentar em até dez meses a sobrevida de pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão, foi aprovado em maio pela FDA (Food and Drug Administration), um novo medicamento para tratamento desse tipo de tumor. A FDA é a agência norte americana que regulamenta o uso de medicamentos, papel que, no Brasil, pertence à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Batizado de amivantamab, o medicamento é indicado para pacientes em tratamento contra o câncer de pulmão do tipo não pequenas células, conhecido pela sigla CPNPC, metastático (quando as células cancerosas saem do tumor original e se espalham para outros órgãos), em casos em que a doença progrediu durante ou após a quimioterapia à base de platina, que, atualmente, é o tratamento padrão para casos como este.

Por meio dos tratamentos atuais, a sobrevida média de pacientes com quadros como este é de até 17 meses, segundo relatórios apresentados por pesquisadores em 2019 na World Conference on Lung Cancer, a Conferência Mundial de Câncer de Pulmão. Segundo a Janssen, linha farmacêutica da Johnson & Johnson que produz o medicamento amivantamab, essa sobrevida pode aumentar.

Para que a prescrição do amivantamab seja adequada, os médicos precisam que o paciente seja submetido a testes de sequenciamento genético de última geração. No Brasil, o uso do medicamento ainda não é permitido e não há previsão para a sua liberação pela ANVISA e nem para a possibilidade de sua incorporação pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O amivantamab foi um dos destaques da Janssen no ASCO Annual Meeting, o evento mais importante do mundo sobre câncer, organizado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado no início de junho.

A farmacêutica explicou no evento que o amivantamab age bloqueando o crescimento de células utilizadas pelo tumor para resistir ao tratamento, além de ativar células do sistema imunológico do paciente e induzir a destruição de receptores que fazem o tumor crescer.

Câncer de pulmão

Entre os tumores malignos, o câncer de pulmão é um dos mais letais do mundo. Por ano, 1,76 milhão pessoas morrem em decorrência da doença, de acordo com estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, são cerca de 30 mil novos diagnósticos anuais, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

Há diversos subtipos de cânceres de pulmão, cada um com características diferentes. Os não pequenas células, para o qual se destina o novo medicamento, representam cerca de 85% dos casos, de acordo com estimativas da American Cancer Society, a Sociedade Americana de Câncer.