Dia mundial da conscientização da síndrome mielodisplásica
Doença, que tem maior incidência em idosos do sexo masculino, pode causar anemia profunda e evoluir para leucemia se não diagnosticada
Da Redação - Publicado: 25/10/2017 - Atualizado: 16/12/2017

No dia 25 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Síndrome Mielodisplásica (SMD). A intenção é conscientizar médicos e pacientes no diagnóstico correto dessa doença, que é caracterizada por distúrbios do sangue, que incapacitam as células troco da medula óssea de se desenvolverem em células sanguíneas maduras e funcionais. 1-5

A SMD é uma das doenças frequentes em pacientes com mais de 70 anos. A idade é o principal fator de risco, pois facilita a mutação do DNA da medula óssea que origina a doença. “Muitos acreditam que é normal idoso ter anemia, machucar a pele com facilidade, ter infecções, gripes, resfriados repetidamente, mas não é”, afirma o doutor Breno Gusmão, médico hematologista e membro do grupo espanhol e latino-americano de SMD. De acordo com ele, sintomas como anemia persistente, hematomas e gripes constantes podem indicar complicações mais sérias, como a síndrome mielodisplásica, que é capaz de causar falência medular e evoluir para leucemia. 1,2

É importante ficar atentos aos seguintes sintomas em idosos: anemia, sangramentos e infecções de repetição. Se os sintomas não vão embora mesmo recebendo tratamento médico, é fundamental uma investigação mais profunda. Se o paciente tiver sintomas como fraqueza e fadiga, a recomendação é procurar um Hematologista. 1,2

A anemia é um problema de saúde pública que afeta de 20% a 30% da população mundial. 1,2

A SMD é confundida com a anemia pois tem sinais e sintomas muito parecidos como fadiga, sangramentos e infecções recorrentes. 1,2

Por ano, mais de 7.600 novos casos são diagnosticados no Brasil2*. A cada 100 mil pacientes com mais de 70 anos, 30 são diagnosticados com essa doença. A divulgação dos sinais e sintomas são importantes pois na maioria dos casos podem ser confundidos com outras doenças.6

A avaliação clínica e o hemograma são alguns dos exames que podem indicar a suspeita da SMD. Muitos pacientes esperam anos para um diagnóstico correto, e por não receberem tratamento especifico, 30% dos casos podem evoluir para leucemia. 1

As principais mortes causadas por SMD são infecções, hemorragias e sobrecarga de ferro para transfusões de glóbulos vermelhos. .6

A SMD tem cura através do transplante de medula óssea. .6

*Por não existirem dados foi feita uma adaptação para o Brasil dos EUA considerando a diferença de população.

Referências:

  1. Fenaux and Ades, Blood 2013;121:4280-86
  2. Statistics Review, 1975-2011. National Cancer Institute. http://seer.cancer.gov/csr/1975_2011.Rollison DE, Howlader N, Smith MT, et al. Epidemiology of myelodysplastic syndromes and chronic myeloproliferative disorders in the United States, 2001- 2004, using data from the NAACCR and SEER programs. Blood 2008;112:45-52
  3. Shammo JM, Foran JM, Houk A, et al. An examination of educational gaps in the diagnosis and treatment of myelodysplastic syndromes. Cancer Control. 2011;18:65-74
  4. Khan AM. Why are myelodysplastic syndromes unrecognized and underdiagnosed? A primary care perspective. Am J Med. 2012 Jul;125(7 Suppl):S15-7
  5. Sekeres M. Myelodysplastic syndromes: it is all in the genes. J Clin Oncol. 2012;30:1-3. 3. Howlader N, Noone AM, Krapcho M, et al. SEER Cancer
  6. Steensma D, Heptinstall K, Johnson V, et al. Common troublesome symptoms and their impact on quality of life in patients with myelodysplastic syndromes (MDS): results of a large internet-based survey. Leuk Res. 2008;32(5):691-698. 7. NCCN clinical practice guidelines in oncology:myelodysplastic syndromes. Version 1. 2015. 8. Kurtin S, Demakos E. An update on the treatment of myelodysplastic syndromes. Clin J

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